O Tanquã configura-se na parte superior do lago formado pelo rio Piracicaba em função da construção da barragem de Barra Bonita. É conhecido como “Pantanal Piracicabano” por apresentar semelhanças com o Pantanal Mato-grossense. Uma paisagem singular onde se pode observar espécies como o tuiuiú, ariranha, andorinha, garça, jaburu, tucano, papagaio, arara, paturi, marreco, ferrão, além de jacaré e capivara. O bairro do Tanquã localiza-se na bacia do Rio Piracicaba, que por sua vez, se insere na bacia hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). A vegetação local natural remanescente é constituída por pequenos capões de mata natural e capoeira (IPT, 1989). Seu entorno é caracterizado pelo predomínio do cultivo de cana-de-açúcar, eucalipto laranja e áreas de pastagem (PETESSE, 2006). O referido bairro foi constituído no início da década de 1960 como uma ocupação informal de pescadores nas novas margens do rio Piracicaba sob concessão da antiga CESP (Companhia Energética de São Paulo). É alcançado, por via terrestre, através da estrada SP 147, que liga Piracicaba ao município de Anhembi, à altura do km 55,50. Caracterizado como sendo um bairro rural, a comunidade do Tanquã é pertencente ao município de Piracicaba, embora a maioria de seus moradores mantenha vínculos com o município de Anhembi e no distrito de Ibitiruna (Piracicaba). Da entrada da estrada SP – 147 até o referido bairro, são 5,5 km de via não pavimentada (chão batido).
A Usina Hidrelétrica de Barra Bonita foi implantada no início da década de 1960, no bojo de uma perspectiva de crescimento urbano-industrial interiorano, contribuindo para maiores possibilidades de modernização dos municípios na área de influência do reservatório o que contribuiu para que a população total da região passasse de 200 mil habitantes, em 1950, para 500 mil habitantes em 1990.
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